Anjos, toupeiras, besouros, bestas, etc...
Acerca disso, dadas as devidas relações, vamos pensar um pouco. =]
“O que minha seita ensina é obscuro, reconheço-o, mas é devido a essa obscuridade que se deve crer na seita, pois ela própria se afirma cheia de obscuridades. Se é extravagante a minha seita, logo é divina. De outro modo, como seria possível que fosse abraçado por tantos povos aquilo que parece uma tal loucura se não houvesse aí algo de divino? É exatamente como o Alcorão que os Sonitas dizem ter um rosto de anjo e um focinho bestial; não vos escandalizeis com o focinho da besta e venerai o rosto do anjo”.
É esse o problema, saca? Não existem anjos que acreditem ser anjos e nem bestas assim designadas por aqueles que acreditam serem anjos.
Não existe o lado material da moral, ela não se edifica e muito menos foi Confúcio quem gerou/criou essa coisa que chamamos de moral e que levianamente vomitamos em nosso dia-a-dia. A moral nasceu no Homem, no significado amplo, tal qual o significado bíblico da palavra “Homens”.
Estamos, naturalmente, empedernidos de egoísmo, corrupção e arrogância, somos filhos de Adão, suscetíveis ao mal da Serpente e nem que Jeová nos lance como esmola 12 sibilas para instruir-nos, “de nada adiantaria”. Afinal a vinda de um filho seu não parece ter sido eficaz, ham?
Condena-se um terrorista, eu condeno um Santo. Santo Tomás diz que a Terra deve ser cristã, instaurando, naturalmente uma guerra com o mundo enquanto esse for pagão. Na minha opinião um estúpido, entretanto um Santo. Ó. A inefabilidade é algo fantástico, né mesmo?
Nas línguas orientais, Ba quer dizer pai e Bel quer dizer Deus.
Isso é forçoso de se admitir. Bem mais triste e muito mais tolo, no entanto, é supor-se que se sabe o que não se sabe.
Entretanto somos apenas homens, um dia estamos aqui, outro dia ali, e no outro podemos estar no metrô de Londres, mortos, tudo por não passarmos de medíocres besouros e toupeiras¹.
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¹Referente a irônia de Voltaire no verbete Deus de seu Dictionnaire philosophique.
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